12 de dezembro de 2011

Com emoção ou sem emoção?



No sábado, reunimos parte da Turma do Fundo para ir à festa de 100 dias do GG. Quando passávamos por aquela faixinha que serve de atalho para chegar à Petrobrás, assistimos de camarote um Prisma verde dar uma “encostadinha” na lateral de um Clio cinza.

Muito solícitos, nossos amigos anotaram a placa do carro “batente” e assistimos quando o mesmo seguiu em frente e entrou em uma garagem, como se nada tivesse acontecido. Então, nossos amigos estacionaram os carros para passar o número da placa do carro ao motorista do Clio, que tinha sido batido.

Quando o motorista saiu do carro – um senhor de seus 40/50 anos, de boné, cabelo grisalho e um senhor cigarrinho de artista na boca – foi logo pedindo explicação: “pô, meu!”, disse ele ao nosso amigo Elias, pensando que o Elias é que tinha batido nele. Quando GG e todos nós descemos do carro para passar a placa ao sujeito, novamente ele tentou um diálogo: “peraê, peraê”, e mostrava a lateral do carro com as mãos, agora, como se o GG tivesse batido nele.

Então, vendo o estado do motorista – chapadão, sem entender que quem tinha batido nele foi um Prisma verde e não um Corsa ou um Fiesta preto – Paola sentenciou o que deveríamos fazer: “deixa, ele não quer ajuda. Vamos embora”. Assim, entramos todos no carro – Matheus já estava lá dentro, agarrado na minha bolsa rezando um Pai Nosso – e fomos embora. Foi então que o motorista do Clio iniciou sua perseguição, vindo atrás de nós a 20km/h com um exército de Bobs Marleys imaginários.

A festa de 100 dias? Ah, foi boa. Aliás, foi ótima! Mas a emoção vivida no caminho superou todas as expectativas. Então, isso nos fez pensar até que ponto devemos ajudar as pessoas. Tudo o que fizemos foi anotar a placa do carro que bateu e parar para repassá-la ao motorista. 

No entanto, o cara estava dirigindo doidão e não entendeu paçocas e ainda achou que quem havia batido no carro dele éramos nós. Se estivesse armado ou se nós fôssemos desses que perdem a cabeça por qualquer coisa, estaria feito o estrago, pela simples vontade de querer ajudar. E, agora, se a mesma cena se repetir, talvez com um motorista que mereça nossa ajuda, talvez não possamos parar e ajudar. Ou será que devemos? Agora, não sei mais.

*A pedido dos meninos, adiciono aqui mais um tópico da confusão. Existe um distinto cavalheiro, de idade que ultrapassa a da minha avó, que está pintando no bar Opinião, fazendo sucesso com as gatinhas. Este senhor estava novamente na festa, enlouquecidamente dançando e se divertindo. 


E lá estava eu fazendo uma piada com minhas amigas quando o senhor se apropriou de minha piada e começou a tirar sarro desta que vos escreve com gestos muito simpáticos. Meus amigos se divertiram ao, pela primeira vez, me ver constrangida por ter encontrado alguém mais sacana do que eu. É, acontece. Vitória, só nós nos entendemos agora!

2 comentários:

Vitória disse...

hahahaha

Ahhh pois é.... mas aposto que tu não ganhou beijinho dele hahahahah

Amanda Porterolla disse...

Pois é! Não tive a sorte! Comigo foi só bullyng mesmo... Hehe! :)

Comentários de Leitores