27 de janeiro de 2012

Curto e não curto!




Às vezes, o Facebook me deprime. Porque parece um Power Point interminável, cheio de lições de moral, campanhas politicamente corretas e pessoas dizendo - através de compartilhamentos de fotos criadas por outras páginas - que são mais fortes do que você pensa, que os problemas as fizeram mais fortes e que aquilo que lhe fizeram no passado terá volta (Ui! Ela é vingativa - diz o Meme).

As fotinhos de bichinhos confesso que eu gosto, porque animais sempre foram meu fraco (embora quando eu era criança existisse uma forte campanha para que eles ficassem longe do colo, não entrassem em casa, blá,blá, blá). Só não gosto das fotos de animais machucados. Qualquer um que tenha 10% de inteligência sabe que isso é apenas sensacionalismo gratuito. Se eu quisesse isso, ligava o noticiário das 18h. Mas, né? Cê vai rolando a página e os posts vão subindo.

Em menos de um ano na rede social, já peguei alguma manha. Primeira iniciativa: não ler os posts que falam de carência, de pessoas que não deram valor à tal pessoa, que enquanto eu ligo e encho o saco está tudo bem, pior quando eu não ligar mais pra você, bé-bé-bé... Pô, amiguinhos! A gente é mais inteligente do que isso, né?  Ficar postando frases prontas, além de ser um saquinho, demonstra que sua criatividade sumiu antes mesmo do Orkut.

Minha segunda iniciativa inteligente foi cancelar assinaturas. É um jeito simples de não ler ou ver bobagens sem precisar deletar o querido amigo que joga os conteúdos desinteressantes na rede. 

Confesso que eu posto bem pouco. Mais é em função do blog mesmo. Porque penso que o que escrevo ali naquele espaço tem que ser interessante, ou mudar ou alegrar a vida de alguém. Talvez por ter feito jornalismo e entender alguma paçoca de comunicação, em uma profissão que não exige nem mesmo diploma para quem tem amigos na rodinha dos VIPs. Entretanto, eu também posto alguma bobagem de vez em quando.

Não sou imune à ignorância ou à breguisse. Essas m... contaminam a gente. Mas não ao ponto de ficar plagiando a frase da atriz da Globo, que tava no Rock N’ Rio, só porque sei lá quem achou divertido. Então, vamos combinar que se você é meu amigo on the Facebook, não vem postar frasezinha clichê de figurinha da Freegels (gente, como eu sou veia!), que isso já encheu o saco de todo mundo, menos o da Luíza que está no Canadá, virou DJ e vai ser capa da Playboy. Né?

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